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Linha egípcia
DRAGÃO OCULTO
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Na tradição egípcia, os seres dracônicos não aparecem sob a forma clássica do dragão alado, mas se manifestam como serpentes cósmicas e forças reptilianas primordiais, integradas à estrutura espiritual, religiosa e magística do Egito Antigo. Para os egípcios, essas entidades não eram simples criaturas mitológicas, mas expressões vivas das potências que sustentam e ameaçam a ordem do universo.

A magia egípcia estava fundamentada no princípio de Maat, a ordem cósmica que mantém o equilíbrio entre criação, destruição, vida e morte. Dentro desse sistema, os seres reptilianos ocupam posições essenciais, atuando tanto como forças de proteção quanto como manifestações do caos primordial que precisa ser constantemente contido.

A figura mais emblemática dessa força caótica é Apófis (Apep), a grande serpente do submundo. Apófis representa o caos eterno, a desordem e a ameaça constante à continuidade da criação. Todas as noites, durante a travessia de Rá pelo Duat, ele tenta destruir o sol e mergulhar o cosmos no colapso.

Em contraponto, o Egito também reconhece a serpente protetora, expressa no símbolo do Uraeus, presente na coroa dos faraós e associado às deusas Wadjet e Nekhbet. O Uraeus representa o fogo sagrado, a autoridade legítima e a proteção divina. Essa serpente cospe chamas contra os inimigos da ordem e assegura que o poder real esteja alinhado à Maat.

Além dessas figuras centrais, o Duat é habitado por inúmeras serpentes guardiãs de portais, caminhos e regiões espirituais. Elas testam, protegem ou destroem, conforme o estado espiritual daquele que atravessa o além. Esses seres reforçam o papel da energia reptiliana como força liminar, mediadora entre mundos e estados de existência.

Dentro da Linha Egípcia do Sistema dos Dragões Ocultos, essas serpentes são compreendidas como dracônicos e reptilianos, equivalentes funcionais aos dragões de outras tradições. Elas representam o poder primordial, o fogo cósmico, a renovação cíclica e o risco constante do desequilíbrio. Trabalhar com essa linha exige disciplina, ética e respeito pelas leis que regem o cosmos.

A linha egípcia ensina que o verdadeiro domínio da força dracônica não está na destruição do caos, mas na manutenção consciente do equilíbrio, alinhando a vontade humana à ordem divina. Assim como no Egito Antigo, o praticante torna-se um guardião da Lei de Maat, responsável por sustentar a harmonia entre as forças que criam e as que destroem.

Seres da Linha Egípcia

Dentro da linha egípcia do Sistema dos Dragões Oculto, trabalhamos com seres dracônicos e reptilianos cujas raízes estão registradas em mitos, textos e iconografias dos povos Egípcios. Esses seres representam princípios de ordem, caos, proteção e força primordial — fundamentos essenciais para quem trilha a Alta Magia com seriedade e respeito ao conhecimento ancestral.

Apófis (Apep)

Apófis é a grande serpente primordial da mitologia egípcia, personificação do caos, da escuridão e da dissolução da ordem cósmica. Como inimigo eterno de Rá, ele representa as forças que ameaçam a Lei de Maat, buscando devorar a luz e conduzir o universo ao colapso. Apófis não é um mal que pode ser eliminado, mas uma potência caótica que deve ser constantemente contida, simbolizando o desequilíbrio primordial sempre presente na criação.

Wadjet

Uma das mais antigas deusas do Egito, associada à proteção, à realeza e ao poder telúrico. Conhecida como “A Verdejante”, manifesta-se como naja sagrada, mulher-serpente ou serpente flamejante alada. Presente na testa dos faraós como o Uraeus, Wadjet representa o fogo protetor, a legitimidade do poder real e a força dracônica que defende a ordem divina contra seus inimigos.

Mehen

Serpente protetora que envolve a barca solar de Rá durante sua travessia noturna pelo Duat. Sua função é criar uma barreira mágica contra as forças do caos, especialmente contra Apófis. Ao se enrolar ou envolver o deus-sol, Mehen simboliza a proteção dracônica consciente, aquela que não destrói o caos, mas impede que ele consuma a luz e a continuidade da criação.

Nekhbet

Deusa protetora do Alto Egito e uma das “Duas Senhoras” que guardam a soberania do faraó. Representada como abutre alado, ela atua como força guardiã do destino real, envolvendo o governante com proteção espiritual e autoridade divina. Dentro do sistema, Nekhbet manifesta a dimensão elevada da força dracônica protetora, ligada à legitimidade, à preservação e à sustentação do poder sagrado.

Sobek

Deus-crocodilo das águas do Nilo, associado à fertilidade, à criação, à força militar e à proteção do poder real. Como entidade reptiliana primitiva, Sobek encarna a potência vital das águas, a força instintiva da sobrevivência e a energia criadora que sustenta a vida. No Sistema dos Dragões Ocultos, ele representa a vertente aquática e territorial da força dracônica egípcia, unindo destruição e geração em um mesmo princípio.

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