
Linha Maia-Asteca
DRAGÃO OCULTO

Nas tradições maia e asteca, o arquétipo do dragão não se manifesta na forma europeia do ser alado e ígneo, mas através de entidades serpentino-dracônicas, ligadas à criação do mundo, ao movimento dos astros e ao conhecimento sagrado. Para esses povos, a serpente não era um monstro, mas uma força cósmica primordial, responsável por conectar os planos da existência.
O principal símbolo dessa linhagem é a Serpente Emplumada, um ser que une dois princípios fundamentais: a serpente, associada à terra, à força vital e à manifestação material; e as plumas, relacionadas ao céu, ao vento e à consciência espiritual. Essa união expressa o mesmo papel que os dragões exercem em outras culturas: o de mediadores entre o mundo humano e o divino, guardiões do saber ancestral e agentes da ordem cósmica.
Dentro dessa linha, os dragões não são inimigos a serem derrotados, mas princípios a serem compreendidos e integrados. Eles representam o equilíbrio entre céu e terra, espírito e matéria, caos e ordem. A relação com esses seres exige respeito, disciplina e consciência, pois trata-se de forças que sustentam a própria estrutura do cosmos.
Seres da Linha Maia-Asteca
Dentro da linha Maia-Asteca do Sistema dos Dragões Oculto, trabalhamos com seres dracônicos e reptilianos cujas raízes estão registradas em mitos, textos e iconografias dos povos Maias e Astecas. Esses seres representam princípios de ordem, caos, proteção e força primordial — fundamentos essenciais para quem trilha a Alta Magia com seriedade e respeito ao conhecimento ancestral.
Kukulkán
Seu nome significa “Serpente Emplumada”, associado ao vento, à chuva, à fertilidade e à sabedoria, ele representa o equilíbrio entre os mundos material e espiritual. Sua forma une a serpente terrestre às plumas celestes, simbolizando a mediação entre céu e terra e a manutenção da ordem cósmica por meio do conhecimento e da renovação da vida.
Chac
Deus maia da chuva, do trovão e das tempestades, figura central nos rituais agrícolas e na sustentação da vida. Guardião das águas e da fertilidade da terra, ele garante a prosperidade das colheitas, especialmente do milho, elemento sagrado para os maias. Sua iconografia híbrida, com traços humanos e serpentino-dracônicos, expressa seu domínio sobre as forças elementais e a potência primordial da natureza.
Itzamná
Divindade suprema ligada ao céu, à medicina e ao conhecimento sagrado. Como deus da cura, restaura o equilíbrio físico e espiritual; como senhor dos astros, governa os ciclos cósmicos que ordenam a existência. Ele representa o princípio dracônico da sabedoria ancestral, responsável por harmonizar corpo, espírito e universo.
Ix Chel
Deusa da lua, da fertilidade, da medicina e ao poder feminino. Guardiã dos ciclos naturais, ela rege o nascimento, a cura, o amor e a renovação espiritual, mas também os mistérios ocultos e a feitiçaria. Associada ao arco-íris e às águas lunares, Ix Chel simboliza a força criadora e transformadora do princípio serpentino ligado ao feminino e à sabedoria ancestral.
Quetzalcóatl
Associado à criação do mundo, à vida, à morte e à renovação, ele representa o dragão civilizador — portador da sabedoria, da ordem e do sopro vital. Sua energia une matéria e espírito, guiando a humanidade pelo conhecimento e pela elevação da consciência.
Tezcatlipoca
Desempenhou um papel importante na cosmogonia asteca. Ele, junto com seu irmão Quetzalcoatl, criou o mundo, mas também o destruiu e recriou várias vezes. Ele está associado ao caos primordial, à transformação e à renovação constante. Ele é descrito como um deus enigmático, tanto criador quanto destruidor, que governa o destino e os aspectos imprevisíveis da existência.
Huitzilopochtli
Huitzilopochtli é o deus solar em sua expressão mais ardente e guerreira. Associado ao fogo celestial, ao sacrifício e à sobrevivência do mundo, ele empunha a serpente de fogo como arma sagrada, símbolo da força destrutiva e criadora do sol. Ligado à águia e ao beija-flor, representa poder, soberania, renascimento e a vitória da luz sobre o caos.
Tlaloc
Deus das chuvas, das águas e da fertilidade, mas também das tempestades destrutivas. Ele governa o delicado equilíbrio entre criação e aniquilação, refletido na antiga era do “Sol de Chuva”. Senhor do Tlálocan, um paraíso aquático de abundância, Tlaloc expressa o aspecto ambíguo do princípio dracônico ligado à água: fonte de vida, cura e transformação, mas também de dissolução.