top of page
magia-draconica-persa-dragões-oculto-alta-magia-ocultismo-casa-de-magia-vanadis.jpg
Linha persa
DRAGÃO OCULTO
Sistema-dragão-oculto-alta-magia-ocultismo.png

Na tradição persa antiga — especialmente no contexto do zoroastrismo — os dragões não eram compreendidos como criaturas neutras ou companheiras do ser humano. Eles representavam forças primordiais do caos, associadas à corrupção da ordem divina (Asha), princípio que sustenta a harmonia do cosmos.

O dragão mais conhecido da mitologia persa é Aži Dahāka, posteriormente chamado Zahhak — uma serpente monstruosa de múltiplas cabeças que simboliza a tirania, a degeneração espiritual e o avanço do caos sobre a criação. Essas entidades são compreendidas como manifestações das forças de Angra Mainyu, o princípio destrutivo, atuando em oposição a Ahura Mazda, o princípio criador, ordenador e sustentador do universo.

Entretanto, dentro de uma leitura mais profunda e tradicional — e também na Linha Persa do Sistema dos Dragões Ocultos — esses seres não devem ser reduzidos à ideia simplista de mal absoluto. Embora possuam um aspecto mais incisivo, liminar e, por vezes, associado às trevas, os dragões persas atuam dentro de uma Lei e Justiça Divinas. Eles reconhecem e respeitam a ordem cósmica, suas leis e aqueles que trabalham corretamente dentro dela.

Esses dragões não são entidades para atuação leviana ou destrutiva. O mago não os evoca para causar danos gratuitos, vinganças pessoais ou desequilíbrios, como algumas interpretações mitológicas superficiais sugerem. Sua atuação é regida por ética espiritual, responsabilidade e alinhamento com a Justiça Divina.

Quando corretamente acessados, esses dragões concedem força, coragem e firmeza espiritual aos seus trabalhadores. Atuam como protetores, quebradores de magias destrutivas, dissolvendo forças caóticas obsessivas e restaurando o equilíbrio que foi violado. Sua energia não cria o caos destrutivo — ela domina, contém e transmute o caos existente.

Assim, a Linha Persa dentro do Sistema dos Dragões Ocultos trabalha com forças que não são dóceis, mas justas; não são suaves, mas retificadoras e necessárias para a manutenção da ordem espiritual.

Seres da Linha Persa

Dentro da linha persa do Sistema dos Dragões Oculto, trabalhamos com seres dracônicos e reptilianos cujas raízes estão registradas em mitos, textos e iconografias da antiga Pérsia. Esses seres representam princípios de ordem, caos, proteção e força primordial — fundamentos essenciais para quem trilha a Alta Magia com seriedade e respeito ao conhecimento ancestral.

Aži Dahāka

Na mitologia persa, Aži Dahāka foi criado por Angra Mainyu (Ahriman) como um instrumento de destruição e corrupção do mundo. É descrito como um dragão colossal de três cabeças, cada uma simbolizando uma forma de degeneração espiritual: ganância, mentira e tirania. Sua presença representa o caos ativo que busca romper a ordem divina (Asha), sendo um arquétipo do poder bruto do desequilíbrio quando não contido pela Lei.

Gandarəβa

Uma criatura demoníaca ligada às águas — lagos, rios e mares — criada por Angra Mainyu para sabotar as forças da criação e o equilíbrio do cosmos. Atua como opositor direto da obra de Ahura Mazda, simbolizando o caos oculto na natureza, aquilo que parece calmo na superfície, mas guarda destruição em suas profundezas. Representa o perigo invisível e a instabilidade latente dos elementos.

Aži Sruvara

Descrito como uma força serpentina associada ao veneno, à contaminação e à destruição gradual. Sua atuação ameaça diretamente a criação de Ahura Mazda, especialmente os elementos sagrados como a água e a fertilidade da terra. Simboliza a degradação silenciosa e o perigo oculto que corrói a vida quando não é combatido ou purificado.

Aži Zairita

Representa uma força insidiosa e invisível, que corrompe sem se revelar plenamente. Em alguns relatos, é associado a múltiplos olhos ou a um olhar hipnótico, destacando seu poder de envenenar não apenas o corpo, mas também a alma. Atua no campo da obsessão, da sedução destrutiva e da influência espiritual silenciosa, sendo um arquétipo da corrupção que age nas sombras.

Dahāg (Zahhāk)

Zahhāk, também chamado Dahāg, ocupa um lugar singular na tradição persa. Originalmente um homem comum e príncipe da Pérsia, sua queda ocorre após uma aliança com Ahriman, que lhe concede poder em troca de lealdade. Como marca dessa corrupção, surgem duas serpentes em seus ombros, entidades dracônicas venenosas que exigem sacrifícios humanos diários para serem alimentadas. Zahhāk simboliza a degeneração do poder humano, a tirania e o preço da ambição quando se rompe a ordem divina.

Aži Vidāf

Diferente das manifestações puramente destrutivas, Aži Vidāf atua principalmente no campo intelectual e espiritual. Ele representa a manipulação da mente, o engano, a mentira e a distorção da verdade. Sua força reside na palavra, na persuasão e na corrupção sutil do pensamento humano, afastando as almas do caminho da verdade divina (Asha) sem recorrer necessariamente à violência direta.

bottom of page