

Jamile Nusse
16 de jun. de 2025
Reflexões sobre o poder simbólico do Tarot e sua ponte com o inconsciente.
O Tarot é uma das ferramentas mais antigas de autoconhecimento e espiritualidade. Seu simbolismo profundo, sua conexão com a alma e sua capacidade de revelar o invisível fazem com que, mesmo após séculos, ele continue atual — sendo usado tanto em práticas esotéricas quanto em espaços de reflexão pessoal.
Com o passar dos anos, mesmo profissionais de áreas mais racionais, como a Psicologia, começaram a olhar para o Tarot de forma mais aberta, percebendo seu valor simbólico e seus possíveis usos no processo de consciência e transformação.
Mas afinal, o que a Psicologia diz sobre o Tarot? Existe alguma relação entre as cartas e o inconsciente humano?
Neste artigo, trago uma reflexão sobre como o Tarô pode dialogar com conceitos da Psicologia moderna — especialmente dentro de abordagens simbólicas e arquetípicas. Embora eu não atue como psicóloga, meu trabalho com o Tarô e o autoconhecimento tem raízes profundas em estudos sobre alma, padrões emocionais e processos internos. E é com esse olhar que convido você a mergulhar nessa ponte entre símbolos e psique.
Psicologia e Tarot: caminhos que se encontram no simbólico
Durante muito tempo, a Psicologia e os oráculos foram vistos como universos separados. De um lado, a ciência da mente; de outro, os sistemas de adivinhação e espiritualidade.
Porém, à medida que a Psicologia foi compreendendo a importância do imaginário, da arte, dos mitos e dos símbolos, o Tarô passou a ser visto por muitos profissionais como um espelho simbólico do inconsciente.
Ambos compartilham uma busca comum: entender a alma humana e seus caminhos invisíveis.
Tarot e os arquétipos de Jung
Um dos principais nomes que abriu espaço para esse diálogo foi Carl Gustav Jung, fundador da Psicologia Analítica. Jung acreditava que o ser humano carrega, em seu inconsciente, imagens universais chamadas arquétipos, que aparecem em sonhos, mitologias e símbolos — inclusive no Tarot.
Para Jung:
“Os símbolos são a linguagem da alma.”
Carl Gustav Jung não escreveu diretamente sobre o Tarô em suas obras originais, ou seja, não há um livro do próprio Jung sobre o Tarô, nem menções diretas às cartas como sistema.
Contudo, vários estudiosos aplicaram as ideias de Jung (como arquétipos, inconsciente coletivo e imaginação ativa) ao Tarô, e a obra mais conhecida nesse sentido é:
“Jung e o Tarô: uma jornada arquetípica”, da autora Sallie Nichols (discípula do pensamento junguiano e estudiosa dos símbolos).
Esse livro é considerado um clássico e respeitado por psicólogos, terapeutas e tarólogos. Ele analisa os 22 arcanos maiores sob a ótica da Psicologia Analítica, revelando como as cartas representam etapas da jornada da alma humana, de forma profunda, simbólica e terapêutica.
O Tarô, assim, deixa de ser visto como uma simples tentativa de prever o futuro, e passa a ser compreendido como um sistema simbólico capaz de refletir o que está em movimento na alma.
O tarot como ferramenta de projeção e autoconhecimento
Dentro do olhar psicológico, o Tarô pode ser um instrumento de projeção — um fenômeno natural da psique, no qual atribuímos conteúdos internos a imagens externas. Ao olhar para uma carta, ativamos emoções, memórias e padrões inconscientes que podem ser acolhidos, analisados e ressignificados.
Na prática, isso significa que:
As cartas não dizem o que você “vai viver”, mas mostram o que já está vibrando dentro de você.
Uma consulta com Tarô bem conduzida pode abrir portais internos de compreensão, ajudar a identificar padrões emocionais e clarear decisões.
O símbolo não impõe: ele desperta, e com isso, dá poder ao consulente para agir com mais consciência.
Tarot não substitui terapia — mas pode ser complementar
É importante reforçar que o Tarô não substitui um processo terapêutico psicológico, especialmente em casos clínicos ou que envolvam sofrimento emocional intenso.
Porém, quando usado com ética, respeito e consciência, ele pode ser um recurso complementar, que auxilia:
✔️ A reconhecer padrões emocionais
✔️ A elaborar fases de transição ou crise
✔️ A desenvolver um olhar mais profundo sobre si mesmo
✔️ A escutar a própria intuição e alma com mais clareza
Em alguns contextos, inclusive, psicólogos com formação transpessoal, junguiana ou integrativa têm utilizado o Tarô como ferramenta simbólica no processo terapêutico, desde que de forma adequada ao setting clínico.
Tarot terapêutico: uma abordagem moderna, ética e consciente
O Tarô terapêutico é uma forma de leitura que se distancia do sensacionalismo ou da promessa de previsões infalíveis.
Nesse modelo de trabalho, as cartas são vistas como espelhos internos, não como sentenças externas. A consulta se transforma em um momento de diálogo profundo, acolhimento e escuta — entre a pessoa, o símbolo e sua própria alma.
Essa abordagem respeita:
O livre-arbítrio
O tempo individual de cada processo
A autonomia do consulente
A não-dependência das consultas
O valor psicológico dos símbolos
Mesmo para quem segue linhas mais cognitivas ou comportamentais da Psicologia, o uso de metáforas, histórias e imagens pode ser útil no processo de ressignificação de crenças e percepções.
Assim como os contos de fadas ajudam crianças a lidar com emoções difíceis, os arquétipos do Tarô também podem ajudar adultos a dar nome e forma ao que sentem — algo que a própria linguagem racional nem sempre consegue fazer.
O Tarot como ponte entre o simbólico e a consciência
O Tarô é mais do que um oráculo. Ele é uma linguagem simbólica que, quando bem utilizada, pode facilitar conversas internas, despertar intuições, ajudar em momentos de decisão e, sobretudo, conectar a pessoa à sua própria sabedoria interior.
Se a Psicologia se propõe a compreender a mente e os afetos humanos, o Tarô se propõe a iluminá-los com imagens.
Não se trata de uma competição entre razão e intuição, mas de uma união possível — e cada vez mais necessária — entre consciência e alma.
Nota importante: Este artigo é fruto de estudos, vivências e práticas no campo da espiritualidade, do Tarô terapêutico, da magia e das terapias integrativas. Atuo como terapeuta holística e espiritual, e minha proposta não substitui um processo clínico com psicólogos ou profissionais da saúde mental. Para casos que envolvam sofrimento psicológico intenso, sempre procure um profissional habilitado.
Quer viver essa jornada de autoconhecimento comigo?
Se você sente que está em um momento de transição, dúvida, despertar espiritual ou precisa clarear questões profundas da sua vida, estou aqui para te acompanhar.
Meus atendimentos com Tarô, oráculos, rituais e regressão são conduzidos com ética, profundidade e respeito à sua verdade.
👉 Saiba mais sobre os atendimentos na nossa página de Vanadis
Sua alma está pronta. Você sente esse chamado?