

Jamile Nusse
5 de ago. de 2025
Em um universo onde tudo vibra, o som é mais do que algo que ouvimos com os ouvidos — é uma força criadora, estruturadora, cósmica. Desde tradições espirituais ancestrais até descobertas recentes da física quântica e da ciência vibracional, tudo aponta para uma mesma verdade:
O som é vibração, e vibração é a base da existência.
Neste artigo, vamos explorar o som como linguagem primordial do cosmos, sua atuação na formação da matéria, e como ele ressoa dentro de nós — nos campos energéticos, nas emoções e na consciência. Aqui, ciência e magia se entrelaçam para revelar o poder criativo do som.
Som: vibração com base na realidade
A física moderna revela que o que chamamos de matéria é, na verdade, energia vibrando em diferentes frequências. Os átomos — antes pensados como blocos sólidos — são hoje entendidos como campos dinâmicos de energia oscilante. Nada está parado. Tudo vibra.
“Se você quiser entender o universo, pense em termos de energia, frequência e vibração.” — Nikola Tesla
O som é justamente isso: frequência e vibração em forma audível (ou não). Cada nota musical, cada palavra falada, cada mantra entoado... tudo emite ondas que ressoam em campos visíveis e invisíveis.
Cimatica: quando o som organiza a matéria
A Cymatics (ou Cimática) é o estudo dos efeitos do som sobre a matéria. Quando certas frequências sonoras são aplicadas em superfícies com areia, água ou pó, formam-se padrões geométricos belíssimos e precisos — verdadeiras mandalas vibracionais.

Estudos mostram que sons diferentes criam formas diferentes. Quanto mais harmônico o som, mais complexa e bela é a figura resultante. Isso sugere algo interessante:
O som é uma força que organiza a matéria.
Essa ideia ressoa com mitos da criação que dizem que o universo foi criado por um som primordial. No hinduísmo, o som “OM” é visto como a semente vibracional de todo o cosmos. No Gênesis, Deus cria dizendo: “Faça-se a luz”.
Segundos estudos e mitologias, a criação começa com a palavra — com o som.
Som e criação do mundo nas tradições antigas
Desde as mais antigas civilizações, o som foi considerado o elemento criador por excelência. A ideia de que o Verbo, a Palavra ou a Vibração está na origem do mundo é um tema comum em muitas tradições:
Egito Antigo
Thoth, deus da sabedoria, da linguagem e da magia, teria criado o mundo com sua voz. Ele pronunciava os nomes sagrados das coisas — e elas passavam a existir.
Aqui, o som é magia criadora pura, e o nome carrega o poder da essência. Nomear é dar forma.
Cristianismo (Gênesis e Evangelho de João)
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus...” — João 1:1
O Verbo é o som divino primordial. E mais: “O Verbo se fez carne” — ou seja, a vibração tornou-se matéria.
Hinduísmo
O OM (AUM) é considerado o som da criação. É o primeiro som do universo, a vibração original de onde tudo se manifesta.
Meditar com o OM é reconectar-se com a fonte vibracional de toda a existência.
Kabbalah
Segundo a tradição cabalística, Deus criou o mundo dizendo Dez Frases — os “Dez ditos” do Gênesis.
As letras hebraicas têm sons próprios com poderes vibracionais específicos. São vistas como instrumentos de criação cósmica.
Povos indígenas e xamânicos
Em diversas culturas xamânicas, o som é ponte entre mundos. Cânticos sagrados, mantras tribais e tambores são usados para curar, convocar espíritos, reorganizar energias e acessar o plano invisível.
Para eles, o som é sagrado e multidimensional.
Som e cor: a linguagem vibracional dos planos sutis
Som e cor são manifestações de frequência. Embora se expressem de forma diferente (um como onda sonora, o outro como onda eletromagnética), ambos operam dentro de espectros vibracionais que se conectam.
Nas tradições esotéricas — e também em experiências sinestésicas — sons e notas musicais são associados a cores específicas. Essa correspondência revela a unidade vibracional da experiência sensorial e energética.
Nota Musical | Cor | Chakra |
Dó (C) | Vermelho | Raiz (Muladhara) |
Ré (D) | Laranja | Sacral (Svadhisthana) |
Mi (E) | Amarelo | Plexo Solar (Manipura) |
Fá (F) | Verde | Coração (Anahata) |
Sol (G) | Azul | Garganta (Vishuddha) |
Lá (A) | Índigo | Terceiro Olho (Ajna) |
Si (B) | Violeta | Coronário (Sahasrara) |
Essa conexão entre som, cor e chakra é usada há milênios para alinhamento energético, meditação, cura vibracional e magia sonora.
O som como ferramenta espiritual e magística
No caminho espiritual, o som é usado para:
Elevar a consciência (ex: mantras, cantos devocionais, sinos, tambores xamânicos)
Desbloquear centros energéticos (chakras)
Ancorar estados vibracionais de cura, paz e conexão
Criar rituais e intenções magísticas por meio da palavra falada (o verbo encantado)
Cantar, entoar, vibrar... tudo isso não é só simbólico. É real, mensurável e poderoso. O som alinha campos, molda realidades sutis e potencializa a manifestação de intenções.
O som como tecnologia vibracional nas tradições ancestrais
Os terreiros de umbanda e diversas tradições espirituais ancestrais utilizam o som — por meio de atabaques, palmas, cantos e rezas — não apenas como forma de expressão, mas como uma "tecnologia vibracional". O som é visto como ferramenta para alterar estados de consciência, abrir caminhos espirituais e evocar presenças divinas.
Cada batida do atabaque, cada palma ritmada, cada melodia entoada carrega uma frequência específica que atua nos corpos sutis, harmonizando, limpando e potencializando o campo energético de quem canta, escuta ou participa. Os pontos cantados, por exemplo, não são apenas músicas: são como fórmulas compostas de palavras e ritmos sagrados que movimentam forças invisíveis.
Essa sabedoria — transmitida oralmente, vivida no corpo e sustentada pelo coletivo — mostra que a espiritualidade também se faz com som, vibração e movimento. E essa compreensão pode ser levada para a vida cotidiana, inclusive no uso magistico ou espiritual com oráculos e nos cuidados com o lar ou com plantas.
A vida como uma sinfonia sagrada
O som é mais do que uma vibração no ar. É uma linguagem cósmica, uma força que estrutura a realidade desde o nível subatômico até o espiritual. Compreender isso nos dá uma nova sensibilidade:
Cada palavra que emitimos é uma criação. Cada som que ouvimos nos afeta. Cada silêncio carrega potencial vibracional.
A partir disso, podemos cultivar uma vida mais alinhada com a harmonia — no corpo, na alma e no mundo.
Podemos usar a voz como ferramenta magística.
Podemos usar o som para curar, equilibrar, criar.
Porque, afinal, nós também somos vibração
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